ASSOCIAÇÃO NAVAL DO GUADIANA
REGULAMENTO DE ACTIVIDADE VELA LIGEIRA E CRUZEIROS 

Considerando o grande investimento efectuado pelo clube e Autarquia na vela de competição, a actual envolvente competitiva, bem como a permanente necessidade de actualização da frota de competição e o constante investimento que é necessário fazer, a direcção da ANG, entendeu por bem regulamentar a actividade do clube na modalidade, tendo em consideração que o presente regulamento deve abranger as varias componentes da actividade designadamente:
 
I - Escolas de Vela.
II - Vela de Competição - Enquadramento Técnico • Responsabilidade Técnica • Treinos • Critérios de Apoio • Frota do Clube • Classes a Apoiar • Quadros Competitivos • Espírito de Equipa e Clube • Deslocações.
III - Vela de Cruzeiro.
 
I - ESCOLAS DE VELA
A ANG assume-se estatutariamente como clube de formação enquadrando a Escola de Vela todos os velejadores com idade compreendida entre os 6 e os 15 anos de idade, sem prática de anterior vela .
a) - A ANG nomeará no início de cada época o monitor/treinador responsável pela actividade da mesma.
b) - A Escola de Vela contempla a actividade em Raquero, Optimist.
c) - São considerados velejadores da Escola de Vela, todos os velejadores iniciados na actividade, bem como os Optimist "P"; "B" e "A".
d) - Para ser velejador das Escolas de Vela da ANG, os velejadores ou seus pais, não tem a obrigatoriedade de ser associados do Clube.
e) - Os horários da actividade da Escola de Vela, serão estabelecidos no início de cada época desportiva.
f) - O representante da Direcção da ANG responsável pela Escola de Vela é o Presidente e na sua ausência o Comodoro.
g) - Os praticantes Optimist "P"; "B" e "A", quando em competição regem-se pelo regulamento da vela de competição.
h) - À Escola de Vela será atribuído material específico, nomeadamente barco de apoio e material de salvamento, bem como embarcações.
II - VELA DE COMPETIÇÃO
 
1 - RESPONSABILIDADE GERAL:
a) - O responsável da Direcção por toda a vela de competição do clube é o Presidente, e na sua falta o Comodoro.
 
2 - ENQUADRAMENTO TECNICO:
a) - No início de cada época o clube nomeará o treinador responsável pela coordenação de toda a actividade de vela ligeira de competição, bem como os treinadores responsáveis pelas respectivas classes.
 
3 - RESPONSABILIDADE TÉCNICA:
a) - A responsabilidade técnica por toda a actividade de competição do clube é do treinador / coordenador nomeado pelo clube, que em conjunto com os restantes técnicos terá as seguintes obrigações:
1 - Coordenar e planear toda a actividade;
2 - Planear estágios e treinos;
3 - Propor a realização de cursos ou estágios, para treinadores e velejadores;
4 - Propor ao clube a inclusão de outras classes, e passagens de velejadores entre classes;
5 - Propor apoios específicos para velejadores que no seu entendimento técnico tenham potencialidades de evolução;
6 - Levar ao conhecimento da Direcção todos os assuntos inerentes à actividade e desenvolvimento técnico dos velejadores, bem como as suas limitações para os objectivos traçados;
7 - Traçar no início de época, em conjunto com o representante da Direcção, quais os objectivos do clube para cada classe e cada velejador, bem como definir os quadros competitivos a participar;
8 - Zelar pelo cumprimento dos horários e programação de treinos, bem como pela estima e manutenção da frota e restante material de apoio.
 
4 - TREINOS:
O clube através do responsável técnico elaborará um programa de treinos que será comunicado aos velejadores, devendo privilegiar:
a) - Treinos em horas compatíveis, nomeadamente ao fim de semana;
b) - O clube contratará um técnico de educação física, que estabelecerá o programa individual de preparação física semanal para cada velejador;
c) - A ANG privilegia o treino colectivo, enquadrado pelos técnicos do clube;
d) - Treinos de velejadores fora do enquadramento técnico do clube, devem ser do prévio conhecimento do clube e em situações perfeitamente justificadas;
e) - As faltas aos treinos bem como ao estabelecido nas alíneas anteriores, são factor preponderante no apoio a concecder aos velejadores em material e deslocações;
f) - As faltas aos treinos por motivos perfeitamente justificadas e aceites pela direcção, não são consideradas para os critérios de apoio;
g) - Os treinos devem ter rigor técnico e disciplinar, existindo um livro de treinos onde os velejadores exprimam os suas opiniões e sugestões.
 
5 - CRITERIOS DE APOIO:
a) - A ANG apoiará em igualdade, todos os velejadores que não infrinjam o presente regulamento;
b) - No início de cada época o clube estabelecerá os apoios a conceder aos velejadores;
c) - A ANG estabelece como prioritário na concessão de apoio aos velejadores, a seguinte ordem de prioridade:
§ 1 - Participação Regional;
§ 2 - Participação Nacional e em Espanha;
§ 3 - Realização de Estágios;
§ 4 - Participação em provas internacionais (Ex: Princesa Sofia; SPA; Yeres; Palamos);
§ 5 - Participação nos Campeonatos Eurpeus de Juniores;
§ 6 - Participação Campeonatos Europeus absolutos;
§ 7 - Participação Campeonatos do Mundo realizados no Continente Europeu;
§ 8 - Outras.
d) - Para as provas estabelecidas nos §1, §2 e §3, a ANG assume o apoio em igualdade aos velejadores que cumpram as regras do presente regulamento, no seguinte:
§ 1 - Pagamento das inscrições;
§ 2 - Pagamento de alojamento;
§ 3 - Pagamento de transporte;
§ 4 - Pagamento de alimentação;
Os apoios a outras provas serão analisadas casuisticamente e de acordo com as possibilidades económicas do clube.
e) - Provas Internacionais - O clube fará o possível para proporcionar aos seus velejadores uma participação internacional que possibilite o seu desenvolvimento e progresso desportivo, privilegiando a participação em grupo. Os apoios que venham a ser concedidos pela FPV, ou outras entidades, fruto dos resultados obtidos nas competições Nacionais, serão geridos pelo clube, tendo em conta que os velejadores fruto desses apoios, não serão penalizados nem perderão nenhuma regalia;
f) - As deslocações da ANG a provas Regionais, Nacionais ou Internacionais, serão sempre coordenadas por um técnico ou director do clube, excepto quando os velejadores estejam ao serviço de uma representação organizada pela FPV;
g) - Representação / Vestuário - Sempre que a ANG atribua vestuário de representação, os velejadores serão obrigados a utilizá-lo nas deslocações proporcionadas pelo clube, nomeadamente nas cerimónias de abertura, encerramento ou entrega de prémios.
h) - Apoio Material - A ANG apoiará dentro do possível e das disponibilidades, através de material vélico e embarcações, os velejadores cuja recomendação técnica o recomende, e todos os velejadores sem embarcação própria que dêem prova de uma boa manutenção e cuidado com o material distribuído. Aos velejadores com embarcação própria o clube fornecerá gratuitamente o transporte e armazenamento, bem como poderá, eventualmente, apoiar economicamente a renovação do referido material.

6 - FROTA DO CLUBE :
a) - A ANG estabelecerá no início de cada época os objectivos em número de unidades de cada classe para a frota do clube, bem como da sua necessidade de renovação, ou ainda de alteração das classes utilizadas;
b) - São consideradas embarcações pertencentes à frota do clube, todas as de propriedade do clube, ou aquelas que sendo propriedade dos velejadores se integrem no espírito de treino e participação competitiva estabelecida;
c) - O clube assegurará a todas as embarcações pertencentes à frota o transporte e seguro em competição;
d) - O clube assegurará ainda o pagamento das quotas da frota do clube, nas Associações da Classe e FPV.
 
7 - CLASSES A APOIAR :
a) As classes a apoiar pela ANG, são as seguintes:
§ 1 - OPTIMIST
§ 2 - EUROPE
§ 3 - LASER STANDART - RADIAL - 4.7
§ 4 - 420
b) - Estas classes podem ser alteradas no início de cada época de acordo com a proposta do responsável técnico e tendo em consideração os seguintes factores:
§ 1 - Realidade da Vela Regional e Nacional;
§ 2 - Frota Existente;
§ 3 - Interesse Competitivo;
§ 4 - Quadro de Velejadores Existente;
§ 5 - Perspectivas futuras de determinada classe.
 
8 - QUADROS COMPETITIVOS :
a) - Estabelecem-se os seguintes quadros competitivos:
§ 1 - Regional;
§ 2 - Nacional;
§ 3 - Provas em Espanha;
§ 4 - Provas Internacionais de Interesse;
§ 4.1 - Campeonatos Europeus Escalão Júnior;
§ 4.2 - Campeonatos Europeus;
§ 4.3 - Campeonatos do Mundo;
b) - A ANG estabelece como prioritários os quadros competitivos dos § 1; § 2; § 3; e § 4 da alínea anterior.
 
9 - ESPIRITO DE EQUIPA E CLUBE :
a) - A ANG proporcionará sempre apoios em igualdade a todos os seus velejadores enquadrados no presente regulamento, exigindo que:
§ 1- Persista o espírito de equipa e clube;
§ 2 - Exista ambiente de boa camaradagem;
§ 3 - Sejam respeitadas as regras do bom comportamento;
§ 4 - Exista lealdade para com os colegas, técnicos e clube.
 
10 - DESLOCAÇÕES :
a) - A ANG, somente proporcionará apoios aos velejadores que respeitarem as regras previamente estabelecidas pelo clube;
b) - O responsável pelas deslocações do clube é sempre o treinador, ou director responsável, tendo os velejadores que integrar-se nas suas directrizes mesmo quando se tratem de menores e os pais estejam presentes;
c) - O clube privilegia o apoio a participação / deslocações em grupo, sendo as deslocações feitas em separado por velejadores com os pais, quando o clube se desloca em grupo para os mesmos locais, objecto de analise casuística;
d) - Durante as deslocações os velejadores devem ter uma postura positiva de colaboração para com o responsável, não praticando actos que nos restaurantes, hotéis etc., ponham em causa o bom nome do clube, ou que nas viaturas contribuam para a sua deterioração.
 
III - VELA DE CRUZEIRO
Dado o crescimento da vela de cruzeiro na região e a actividade crescente que a modalidade têm vido a ter nos clubes do Algarve e Espanha, a ANG entende por bem estabelecer regras primárias para a vela de cruzeiro de competição:
a) - Considera-se pertencerem à vela de cruzeiro de competição, as embarcações de sócios ou grupo de sócios, que reconhecidamente sejam considerados de competição, tenham aceitável nível competitivo e cuja finalidade seja a competição;
b) - Excluem-se da vela de cruzeiro de competição as embarcações de de cruzeiros não exclusivamente de competição;
c) - Para as embarcações mencionadas em b), que dadas as suas características possam eventualmente e esporadicamente participar em provas de cruzeiro, a ANG estabelecerá casuísticamente a forma de as apoiar, ainda que simbolicamente;
d) - Apoios a conceder a embarcações de vela de cruzeiro de competição:
§ 1 - No início de cada época a ANG constatará o numero de embarcações que pretendam representar o clube e qual o apoio material, financeiro ou de serviços que pretendem;
§ 2 - Perante o numero de situações reais existentes e de acordo com as possibilidades financeiras do clube, serão estabelecidos os critérios de apoio, pela seguinte ordem de valoração:
- 1. Maturidade da tripulação;
- 2. Capacidade competitiva da embarcação;
- 3. Historial competitivo das tripulações;
- 4. Antiguidade no clube;
- 5. Apoios pretendidos.
e) - Depois de determinadas as embarcações a apoiar o clube elaborará com as tripulações contempladas um contrato programa que obrigatoriamente contemplará:
§ 1 - Obrigação competitiva;
§ 2 - Obrigação representativa;
§ 3 - Serviços prestados;
§ 4 - Apoios financeiros;
§ 5 - Contrapartidas para a ANG;
§ 6 - Penalizações e incumprimentos;
f) - Os contratos programas celebrados serão tornados públicos pela ANG.

NOTA:
Para 2002/2003 o clube tem necessidade de adquirir:
§ 1 - 2 Europes novos
§ 2 - 2 retrancas
§ 3 - 2 lemes e patilhões
§ 4 - 10 Velas de Europe
§ 5 - 1 Laser, 4.7 e standart
§ 6 - 1 semi-rigida nova
§ 7 - Diverso material vélico.